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	<title>Instituto Luz &#8211; Cursos e Terapias</title>
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	<title>Instituto Luz &#8211; Cursos e Terapias</title>
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		<title>Psicodrama Interno Transgeracional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Miura]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jul 2023 16:38:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[psicodrama]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb-content-wrapper"><div class="vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner "><div class="wpb_wrapper"><div class="textcenter theme-button-wrap clr"><a href="/cursos/psicodrama/" class="vcex-button theme-button green large align-center inline animate-on-hover"><span class="theme-button-inner">Participe do Curso de Psicodrama com Alberto Boarini. Saiba mais aqui!</span></a></div> </div></div></div></div><div class="vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner "><div class="wpb_wrapper">
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		<title>Opus Alquímica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Miura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2020 19:10:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Eis uma idéia profunda. A opus é, num certo sentido, contrária à Natureza, mas, em outro, o alquimista auxilia esta última a fazer aquilo que ela não pode fazer por si mesma. Isso por certo se refere à evolução da consciência. Embora exista na natureza a premência de atingir a consciência &#8211; no interior da psique inconsciente -, é necessário um ego para realizar plenamente essa premência natural. Há uma exigência de cooperação deliberada do indivíduo na tarefa de criar consciência”.</em></p>
<p>Longe de dar uma definição do que é a opus, ou como funcionam as operações alquímicos que compõem a opus, me proponho somente a circumpolar-ambular este tema através de receitas, trechos, metáforas e poemas do livro Anatomia da Psique de Edward F. Edinger.</p>
<p><em> “Ó surdos, ouvi! E vós, cegos, fixai vossos olhos, para que possais enxergar”. (Isaías 42:18)</em></p>
<p>Tudo começa com a prima matéria. Aquele monte de coisa que você carrega no mais profundo do seu coração e, que parece que não “sai” de jeito nenhum e pesa igual chumbo. Aquilo que te leva a terapia. É ali que tudo começa.E aí você precisa passar pelo Fogo…</p>
<p><strong>Calcinatio</strong></p>
<p><em>“Tal como ocorre na maioria das imagens alquímicos, a calcinação deriva parcialmente de um procedimento químico. O processo químico da calcinação envolve o intenso aquecimento de um sólido, destinado a retirar dele a água e todos os demais elementos passíveis de volatização. Resta um fino pó seco”.</em></p>
<p>Os efeitos alquímicos do fogo de acordo com Paracelso:</p>
<p><em>“Pelo elemento fogo, tudo o que há de impuro é destruído e retirado. Na ausência de teste pelo fogo, não há como provar uma substância. O fogo separa aquilo que é constante ou fixo daquilo que é fugidio ou volátil.”</em></p>
<p>E pela Água…</p>
<p><strong>Solutio</strong></p>
<p><em>“Em muitos textos a opus inteira é resumida pela frase: “Dissolve e coagula”</em></p>
<p><em>Uma receita alquímica de solutio é:“Dissolve então sol e luna em nossa água solvente, que é familiar e amigável, cuja natureza mais se aproxima deles, como se fosse um útero, uma mãe, uma matriz, o princípio e o fim de sua vida. E esta é a própria razão pela qual eles são melhorados ou corrigidos nesta água, porque o semelhante se rejubila no semelhante… Assim, convém te unires aos consanguíneos ou aos de tua espécie… E como sol e luna têm sua origem nesta água, sua mãe, é necessário, portanto, que nela voltem a entrar, isto é, no útero de sua mãe, para que possam ser regenerados ou nascer de novo, e com mais saúde, mais nobreza e mais força”.</em></p>
<p>E pela Terra…</p>
<p><strong>Coagulatio </strong></p>
<p><em>“A substância a ser coagulada é o mercúrio fugidio. Trata-se do Espírito de Mercúrio acerca do qual Jung escreveu amplamente. Ele é, em termos essenciais, o espírito autônomo da psique arquetípico, a manifestação paradoxal do Si-mesmo transpessoal. Submeter o Espírito de Mercúrio à coagulação significa nada menos que ligar o ego com o Si-mesmo, realizar a individuação. Os efeitos menores do fugidio Mercúrio aparecem nos efeitos de todos os complexos autônomos. A assimilação de um complexo é, portanto, uma contribuição coagulação do Si-mesmo”.</em></p>
<p><em>“O enxofre constitui a substância ativa do sol ou, em linguagem psicológica, a força impulsionadora da consciência: de um lado, a vontade, melhor concebida como um dinamismo subordinado à consciência; do outro, a compulsão, uma motivação ou impulso involuntário, que vai desde o simples interesse até a possessão propriamente dita. O dinamismo inconsciente corresponderia ao enxofre, porque a compulsão é o grande mistério da existência humana. É o cruzamento da nossa vontade consciente e da nossa razão por uma entidade inflamável que está dentro de nós, manifestando-se, ora como um incêndio destruidor, ora como um calor que gera vida”.</em></p>
<p>E pelo Ar…</p>
<p><strong>Sublimatio </strong></p>
<p><em>“O termo “sublimação vem do latim sublimes, que significa “elevado”. Isso indica que o aspecto essencial da sublimação é um processo de elevação por intermédio do qual uma substância inferior se traduz numa forma superior mediante um movimento ascendente.”</em></p>
<p><em>A subida das esferas é descrita num poema de Henry Vaughn:</em></p>
<p><em>“Tal é o poder da minha alma,</em><br />
<em>Que consigo expirar e, assim, analisar tudo o que o homem é.</em><br />
<em>Primeiro, minha triste argila eu dou à Terra,</em><br />
<em>Nossa mãe comum, que a todos gerou.</em><br />
<em>Minhas faculdades em desenvolvimento enviei;assim que as recebi, à úmida Lua.</em><br />
<em>Todas as sutilezas, toda arte habilidosa,Compartilho com o chistoso Mercúrio.</em><br />
<em>Os amores extremados que me fizeram escravo De belas faces, entrego a Vênus.</em><br />
<em>E o orgulho insolente (se em mim houver algum),</em><br />
<em>Sol, eu o devolvo à tua realeza. Minha ousada aspereza e doentia (que por certo existe, embora pouca),</em><br />
<em>Júpiter, eu as lanço todas em tuas chamas.</em><br />
<em>A falsa magia, em que acreditei,</em><br />
<em>E as místicas mentiras, entrego a Saturno.</em><br />
<em>Meus sombrios pensares aí descansem.</em><br />
<em>Eis aí o seu túmulo, o planeta da superstição.</em><br />
<em>Desperta, alma livre; teu fogo</em><br />
<em>Agora é puro, e nada pode cansar,</em><br />
<em>Ou reprimir suas asas. Meu vôo auspicioso levou-me até a lua do Empíreo.</em><br />
<em>Sou uma essência distinta e posso ver</em></p>
<p>As emanações da Divindade.”E tem também o Apodrecimento e a Morte….</p>
<p><strong>Mortificatio e Putrefactio</strong></p>
<p><em>“Ó feliz portal da negrura, exclama o sábio, que é a passagem para esse mudança tão gloriosa. Estude, pois, todo aquele que se aplicar a essa Arte, com o objetivo exclusivo de conhecer seu segredo, porque conhecê-lo é conhecer tudo, mas ignorá-lo é a tudo ignorar. Porque a putrefação precede a geração de toda forma nova de existência”.</em></p>
<p>“A <em>mortificação</em> é a mais negativa operação da alquimia. Está vinculada ao negrume, à derrota, à tortura, à mutilação, à morte e ao apodrecimento. Todavia, essas imagens sombrias com frequência levam a imagens altamente positivas &#8211; crescimento, ressureição, renascimento”</p>
<p>Precisamos sempre saber separar as coisas, não é mesmo…?</p>
<p><strong>Separatio</strong></p>
<p><em>“Portanto, deves fazer a separação muitas vezes,</em><br />
<em>Decompondo a tua matéria em duas partes;</em><br />
<em>Para que o simples nasça do grosseiro</em><br />
<em>Até que a terra, embaixo, se torne azul.</em><br />
<em>Essa terra é fixa, para arrostar todo horror:</em><br />
<em>A outra parte é Espiritual e fugidia,</em><br />
<em>Mas deves transformar a ambas numa só coisa.”</em></p>
<p>“O significado psicológico da descoberta dos opostos dificilmente pode ser superestimado. Da mesma maneira como os números, os contrários recém-descobertos se revestiam, no modo de ver os antigos, de uma aura de numinosidade. O mundo fora separado e, entre os opostos apartados, fora criado o espaço, o ambiente para a vida e para o crescimento do ego consciente.”</p>
<p>E por fim, o fim.</p>
<p><strong>Coniunctio</strong></p>
<p>A Tábua da Esmeralda de Hermes</p>
<ol>
<li>Verdadeiro, sem enganos, certo e digníssimo de crédito.</li>
<li>Aquilo que está embaixo é igual àquilo que está em cima, e aquilo que está em cima é igual àquilo que está embaixo, para realizar os milagres de uma só coisa.</li>
<li>E, assim como todas as coisas se originaram de uma só, pela mediação dessa coisa, assim também todas as coisas vieram dessa coisa, por meio da adaptação.</li>
<li>Seu pai é o sol; sua mãe, a lua; o vento a carregou em seu ventre; sua ama é a terra.</li>
<li>Eis o pai de tudo, a complementação de todo o mundo.</li>
<li>Sua força é completa se for voltada para dentro (ou na direção) da terra.</li>
<li>Separa a terra do fogo, o sutil do denso, com delicadeza e com grande ingenuidade.</li>
<li>Ela ascende da terra para o céu, e desce outra vez para a terra, e recebe o poder do que está em cima e do que está embaixo. E, assim, terás a glória de todo o mundo. Desse modo, toda a treva fugirá de ti.</li>
<li>Eis o forte poder da força absoluta; porque ela vence toda coisa sutil e penetra todo sólido.</li>
<li>E assim o mundo foi criado.</li>
<li>Daqui virão as prodigiosas adaptações, à feição das quais ela é.</li>
<li>E assim sou chamado HERMES TRIMEGISTUS, tendo as três partes da filosofia de todo o mundo.</li>
<li>Aquilo que eu disse acerca da operação do sol está terminado.</li>
</ol>
<p>Gabriel Cop Luciano</p>
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		<title>Uma introdução a Alquimia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Miura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2020 18:57:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">A busca pela Pedra Filosofal.</div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">O Elixir da Longa Vida.</div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">Transformar chumbo em ouro.</div>
<div></div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">Esses e muitos outros são temas de uma grande Arte, assim podemos dizer, que é a Alquimia.</div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">Jung se aproximou da Alquimia a partir de seus sonhos primeiramente. E então teve o famoso contato como texto de O Segredo da Flor de Ouro de Richard Wilhelm. Ele precisava de algo que linkasse a sua teoria, com suas experiências vividas em seu confronto com o Inconsciente &#8211; relatadas no Livro Vermelho &#8211; e também tudo o que já havia observado em sua prática clínica. Ele procurava por uma base histórica onde pudesse apoiar sua teoria analítica. Jung escreve em Memórias, Sonhos, Reflexões:</div>
<div></div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">“<em>Cedo percebi que a psicologia analítica coincidia de modo bastante singular com a alquimia. As experiências dos alquimistas eram, num certo sentido, as minhas próprias experiências, assim como seu mundo era meu mundo. Foi, com efeito, uma descoberta marcante: eu encontrara a contraparte histórica da minha psicologia do inconsciente. A possibilidade de comparação com a alquimia, bem como a cadeia intelectual ininterrupta que remontava ao Gnosticismo, davam-lhe substância. Quando me debrucei sobre aqueles antigos textos, tudo encontrou o seu lugar: as imagens-fantasia, o material empírico que recolhera em minha prática e as conclusões que deles retirara. Eu começara a entender o significado desses conteúdos psíquicos a partir de uma perspectiva histórica</em>”.</div>
<div></div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">Mas por que a alquimia é de interesse para a análise?</div>
<div></div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">Edinger comenta em seu livro Anatomia da Psique que “<em>o que torna a alquimia tão valiosa para a psicoterapia é o fato de suas imagens concretizarem as experiências de transformação por que passamos na psicoterapia. Tomada como um todo, a alquimia oferece uma espécie de anatomia da individuação</em>”. A ideia central da alquimia gira em torno da Opus. A Opus é a obra onde um alquimista irá começar com um metal de baixo valor como chumbo e o trabalhará até chegar em sua forma mais pura, o ouro. Essa ideia rege a análise junguiana, pois, assim como um metal bruto, denso e pesado igual o chumbo, assim também são os problemas e adversidades das pessoas que as levam até a terapia. E aquela personalidade que chega irá ser alquimizada dentro de um ambiente analítico, até que sua forma mais genuína &#8211; o ouro da alma &#8211; venha à tona. Ser quem você realmente é e dar expressão à isso. Isso não é um processo fácil, e nem rápido.</div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">Por fim, deixo um texto de Ordinal of Alchemy, de Thomas Norton descrevendo um pouco sobre esse processo:</div>
<div></div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0"><em>Todos os que se entregarem a essa busca devem, portanto, esperar encontrar muitas aflições do espírito. Terás de mudar com frequência seu curso, devido às novas descobertas que fizeres… O demônio tudo fará para frustar a busca, por meio de um ou outro dos três tijolos soltos, a saber o açodamento, o desespero ou a ilusão… aquele que tiver pressa não completará seu trabalho num mês e nem mesmo num ano; além disso. nessa Arte, sempre será verdade que o apressado jamais será carente de razões de queixa… Se o inimigo não prevalecer contra ti devido à pressa, assaltar-te-á com desânimo, e se manterá numa constante atividade de colocar em tua mente pensamentos desencorajados a respeito do fato de serem muitos os que buscam essa Arte, mas poucos os que a encontram e do fato de que, com frequência, aqueles que fracassam são mais sábios do que és. Depois disso, ele perguntará se pode haver alguma esperança de alcançares o grande arcano; ademais, trar-te-á a aflição, com dúvidas a respeito da verdadeira posse, por parte do teu mestre, do segredo que ele professa transmitir-te; ou sobre se ele não estará ocultando de ti a melhor parte daquilo que sabe… O terceiro inimigo contra o qual tu te deves guardar é o engano, que talvez seja mais perigoso do que os outros dois. Os servos que deves empregar para alimentar-te as fornalhas frequentemente são sobremodo indignos de crédito. Alguns são desleixados e vão dormir quando devem prestar atenção no fogo; outros são depravados e fazem contra ti todo o mal que podem; outros ainda são estúpidos ou presunçosos e excessivamente confiantes, desobedecendo às instruções… ou são beberrões, negligentes e distraídos. Guarda-te contra todos esses, se desejares poupar-te de alguma grande perda.</em></div>
<div></div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">Gabriel Cop Luciano</div>
<div></div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">Referências Bibbliográficas:</div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">EDINGER, Edward. Anatomia da Psique. SP: Cultrix, 1990</div>
<div class="t pg-1m0 pg-1x2 pg-1h4 pg-1y3 pg-1ff2 pg-1fs1 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls1 pg-1ws0">Memórias, Sonhos, Reflexões [1964]. RJ: Nova Fronteira, 1996</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div>
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		<title>Sincronicidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Miura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2020 18:48:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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			<p>Sincronicidade é um termo cunhado por C.G. Jung para descrever acontecimentos acausais ligados de significado. Existem certos eventos e acontecimentos na vida que não podem ser explicados de forma causal. Um outro nome utilizado, erroneamente, para tais eventos é “coincidência”. Jung diz que <em>“não se pode falar de causa e efeito, mas de uma coincidência no tempo, uma espécie de simultaneidade. Por causa do caráter dessa simultaneidade, escolhi o termo sincronicidade para designar um fator hipotético de explicação equivalente à causalidade</em>”.</p>
<p>Jung fala em simultaneidade pois são 2 realidades distintas que se encontram em uma sincronicidade. Uma realidade é psíquica ou interna, e a outra material ou externa. E a grande pergunta é sempre “o que isso significa?”</p>
<p>Sonho com um amigo que não vejo há muito tempo, e no dia seguinte esse amigo me liga. Vejo um número específico repetidas vezes em uma semana. 3 amigos de diferentes conexões me falam a mesma coisa no mesmo dia. Esses e incontáveis outros exemplos de experiência enigmática, que chamam a atenção por “quererem dizer algo” acontecem na vida de todos. E eles realmente ESTÃO dizendo algo. A pergunta é, o que? Bom a elaboração eu deixo com cada um e sugiro que procure um analista junguiano para lhe apoiar.</p>
<p>Eu gostaria neste artigo de voltar um pouco no tempo e contar como essa teoria veio a ser.</p>
<p>A Suíça era um lugar muito promissor no começo do séc. XX. Zurique era o palco para o luminares da física e da psicologia profunda. E foi sob essas circunstâncias que Jung começou a pensar sobre o que seria futuramente a teoria da sincronicidade. Em uma carta ao escritor da biografia de Einstein, Carl Seelig, Jung disse:</p>
<p>“<em>O Professor Einstein foi meu convidado para jantar em muitas ocasiões… Estava ele começando então a desenvolver a sua primeira teoria da relatividade. Procurava instilar em nós os elementos dela, com maior ou menor dose de êxito. Como não-matemáticos, nós, psiquiatras, tínhamos certa dificuldade em seguir sua argumentação. Compreendi, no entanto, o suficiente para formar uma poderosa impressão de Einstein. Foi, sobretudo, a simplicidade e franqueza de seu gênio como pensador que me impressionou de modo irresistível e exerceu uma duradoura influência sobre o meu próprio trabalho intelectual. Foi Einstein quem primeiro me levou a pensar sobre uma possível relatividade tanto do tempo quanto do espaço, a sua condicionalidade psíquica. Mais de trinta anos depois, esse estímulo propiciou o meu relacionamento com o físico Professor W. Pauli, e a elaboração da minha tese sobre sincronicidade psíquica</em>”.</p>
<p>Desde o final dos anos 1920 Jung ja tinha em mente idéias sobre sincronicidade e chegara até a mencioná-la em um seminário, mas só realmente publicara sua tese em 1951 junto com o físico Wolf Pauli e seu livro Sincronicidade em 1952. Por que?</p>
<p>Jung desde sempre fora apedrejado por suas teorias &#8211; maravilhosas, mas transgressoras de sistemas de crenças profundamente enraizadas e cristalizadas. Começando por seu professor na faculdade difamando seu nome e o acusando de plágio, depois, o rompimento com Freud e a comunidade psicanalítica, e então a própria comunidade científica. Jung era por muitos considerado um místico, apesar de ser um médico psiquiatra. Quanto maior sua luz, maior a sua sombra, certo?</p>
<p>Então para publicar algo da magnitude como a sincronicidade Jung precisava de apoio. E a física ofereceu este apoio. Wolf Pauli.</p>
<p>Pauli procurara Jung inicialmente para tratamento nos anos 1930, e Jung o indicou a uma estudante analista. Nesta mesma época, Jung havia encontrado a Alquimia. Aquela peça que faltava e dava embasamento a sua teoria. Pauli seguiu seu caminho e Jung também. Anos mais tarde, Pauli volta a Jung e ai começam suas analises de sonhos que culminaram em um trabalho em conjunto, onde ambos achavam que o futuro dependia desse diálogo entre a mecânica quântica e a psicologia de profundidade.</p>
<p>Deixo abaixo um pequeno vídeo com um aprofundamento da história entre Jung, Pauli e Einstein.</p>
<p>Gabriel Cop Luciano</p>
<p>Referência Bibliográfica:</p>
<p>STEIN, Murray. Jung – O Mapa da alma. SP: Cutrix, 2000</p>

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		<title>Complexos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Miura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2020 18:38:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Complexos por si são objetos psíquicos compostos de um núcleo dual- o arquetípico e o imagético &#8211; um trauma raíz. A partir daquele núcleo, outras imagens cheias de emoção, associadas a imagem primordial vão se acoplando e compondo, metaforicamente, uma cebola. Um grande composto de imagens cheias de emoção associadas à uma experiência traumática inicial, muitas vezes inconsciente e na grande maioria, que ocorreu na pequena infância.</p>
<p>OK. E o que isso tem a ver comigo?</p>
<p>Bom, quando você diz “eu”, você está se referindo ao Ego. O ego, também é um complexo, pois ele tem seu núcleo arquetípico, ou seja, é uma experiência humana universal. Todo mundo tem um ego. Todo mundo diz “eu” quando se refere a si-próprio. E o ego tem que lidar com algumas realidades. Uma delas é a externa &#8211; feita de pessoas e coisas. A outra é a realidade interna, povoada de complexos que interagem com o ego tanto quanto a realidade externa. Jung percebeu a existência dos complexos e os trouxe a luz da ciência observando que o “homem racional”, a imagem utópica com a qual as pessoas se relacionam, o como uma pessoa deve ser ou não, está muito distante da realidade funcional do ser humano. A natureza do ser humano, e aquilo que está de acordo com um caminho mais natural, e concomitante, mais verdadeiro e saudável, é diferente das exigências da mente. Somos seres primordialmente emocionais, e a realidade emocional é diferente da racional. Dr. Stein clarifica dizendo que “<em>existem, porém, outras perturbações de consciência que não estão claramente vinculadas a quaisquer causas ambientais e são totalmente desproporcionais em face dos estímulos observáveis. Essas perturbações não são primariamente causadas por colisões externas e sim internas. As pessoas enlouquecem às vezes, com poucos motivos aparentes. Ou têm bizarras experiências imaginárias internas que redundam em formas inexplicáveis de comportamento. Tornam-se psicóticas, têm alucinações, sonham ou ficam pura e simplesmente loucas, ou apaixonam-se, ou são dominadas por uma fúria incontrolável. (…) Os humanos são impelidos por forças psíquicas, motivados por pensamentos que não se baseiam em processos racionais, e sujeitos a imagens e influências para além daquelas que podem ser medidas no meio ambiente observável</em>”.</p>
<p>Jung estudou afundo como ocorria a interação do ego com esses complexos, e ele percebeu que esses complexos se “constelam”; eles podem ser ativados. Através de seu genial Experimento de Associação Verbal Jung percebeu que “h<em>á, de fato, entidades psíquicas fora da consciência, as quais existem como objetos que, semelhantes satélites, gravitam em torno da consciência do ego mas são capazes de causar perturbações do ego de uma forma surpreendente e , por vezes, irresistível</em>” Jung em sua famosa entrevista à BBC traz a metáfora de que “não sou o único mestre de minha casa”.</p>
<p>E como isso funciona na prática?</p>
<p>Falando de uma forma mais simples… todos temos gatilhos e esses gatilhos acionam nossos complexos. Aquele apelido que você odeia, aquela frase que você não suporta escutar, aquela palavra que te fere de forma específica. Aquele desejo que sempre te pega na curva. Um doce que sempre te convence a comê-lo.Muitas coisas podem servir como gatilhos. O ponto é que esse gatilho ativa o complexo, e o complexo é constelado. “<em>Por vivências pessoais, todos sabemos o que significa estar constelado. Isso ocorre num espectro que vai desde estar levemente ansioso até ficar perdidamente angustiado e, transpondo todos os limites, cair na loucura. Quando um complexo está constelado, a pessoa é ameaçada com a perda de controle sobre suas emoções e, em certa medida, também sobre seu comportamento. Ela reage irracionalmente e, com frequência, lamenta-o, arrepende-se ou pensa melhor sobre o que fazer na próxima oportunidade.(…) Quando constelada, é como se a pessoa estivesse em poder de um demônio, uma força muito superior à sua vontade. Isso gera um sentimento de impotência. Mesmo que a pessoa se observe enquanto está se tornando vítima relutante de uma compulsão interior para dizer ou fazer alguma coisa que ela sabe que seria preferível deixar por dizer ou fazer, o roteiro desenrola-se como previsto, e as palavras são ditas, os atos são realizados</em>”.</p>
<p>Uma vez constelado, o complexo irrompe na superfície da consciência e acaba por drenar aquela energia, que em uma melhor situação, estaria disponível para o ego. Acabamos então, por ser marionetes de nós mesmos. E realmente somos. Sinto lhe dizer, mas os complexos povoam o que o Jung chama de Inconsciente pessoal, que tem como complexo central, a famosa, Sombra. Vivemos grande parte do dia movidos por nossos complexos. O que acontece é que o ego é possuído pelo complexo sem saber e, acaba por se apropriar da “vontade” do complexo. Isso é chamado de acting out.”<em>As pessoas que convertem em ação impulsos reprimidos [acting out significa precisamente “passagem ao ato”] não se apercebem, com frequência, de que é isso o que está acontecendo. Elas estão simplesmente in the mood, quer dizer, com vontade de fazer, de concretizar através do comportamento algo que lhes parece congruente com o ego. Mas essa é a natureza da possessão: o ego é ludibriado ao ser induzido a pensar que está dando livre expressão a si mesmo. Só em retrospecto uma pessoa se dá conta de que “Algo se apossou de mim e me fez fazer isso. Eu não sabia o que estava fazendo!</em>”.Fazemos isso o dia inteiro. Somos movidos por nossas vontades e nossos desejos. A grande pergunta é: suas vontades e desejos, suas metas e sonhos, seus planejamentos e ideais &#8211; são seus ou de seus complexos?</p>
<p>OK. E como eu resolvo isso, se é que isso da para ser resolvido?</p>
<p>Isso não é algo a “ser resolvido”, mas sim para ser integrado. Assim como temos de nos adaptar e lidar com o mundo externo, temos de lidar com nosso mundo interno também. E o trabalho com os complexos compõe grande parte do trabalho em um processo de análise junguiana. Pois aqueles mesmo complexos que te interditam na vida, te frustam e drenam sua energia podem também, te impulsionar se integrados.</p>
<p>Gabriel Cop Luciano</p>
<p>Referência Bibliográfica:<br />
STEIN, Murray. Jung – O Mapa da alma. SP: Cutrix, 2000</p>
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		<title>Sonhos</title>
		<link>https://www.institutoluz.com.br/artigos/sonhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Miura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2020 18:31:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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			<p>Sonhos. Uma experiência humana universalmente vivenciada mas pouco compreendida.</p>
<p>Passamos em média 1/3 de nossas vidas vivos em uma realidade, diferente da realidade concreta e materializada a qual comumente nos referimos como a única realidade. Digo assim, pois é inegável o fato de que enquanto estamos sonhando, aquela realidade é real. E somente quando acordamos reconhecemos o acontecido como um sonho. Algumas vezes ficamos aliviados de que “aquilo fora somente um sonho”, outras vezes acordamos e sentimos uma frustração por “ser somente um sonho”. Mas em geral, a realidade onírica é considerada menos real do que a realidade material. E é ai que há um grande mal-entendido. A realidade onírica é real tanto quanto a material, e mais, a realidade psíquica é preponderante perante a realidade material. Segue abaixo um trecho transcrito do filme <em>Matter of Heart</em>(1983), um documentário sobre C.G. Jung, onde Marie Louise von-Franz compartilha sua experiência inicial com Jung, e clarifica meu ponto.</p>
<p><em>“Ele contou essa história que você pode ler nas Memórias sobre essa garota que estava na lua e teve que lutar contra um demônio, e o demônio negro a pegou. E ele fingiu, ou ele disse de uma maneira como se ela realmente estivesse na lua e isso tivesse acontecido. E eu fui muito racionalmente treinada na escola, então eu disse indignada: “Mas ela imaginou estar na lua, ou sonhou, mas ela não estava na lua”. E ele olhou para mim com seriedade e disse: “Sim, ela estava na lua”. Ainda me lembro de olhar por cima do lago e pensar: “Ou este homem é louco, ou sou muito burra para entender o que ele quer dizer.” E então, de repente, me ocorreu: “Ele quer dizer que o que acontece psiquicamente é a realidade real, e essa outra lua, esse deserto pedregoso que circunda a terra, isso é ilusão, ou isso é apenas pseudo-realidade”. E isso me atingiu tremendamente fundo.”</em></p>
<p>Os sonhos têm um papel sim, e muito importante na verdade. O pioneiro dentro do trabalho de interpretação do material onírico fora Freud. “<em>Ele atribuiu ao sonho o papel de guardião do sono, impedindo a irrupção de impulsos reprimidos</em>”. (Hall, p.30, 1985) Jung já aprofunda no processo onírico e reconhece um sonho como um processo psíquico natural , regulador e análogo ao posicionamento limitado do ego na vida vígil.</p>
<p>Existem três maneiras que o sonho serve como forma de compensação a partir da análise junguiano. “<em>Em primeiro lugar, o sonho pode compensar distorções temporárias na estrutura do ego, dirigindo o indivíduo um entendimento mais abrangente das atitudes e ações. Por exemplo, alguém que está furioso com um amigo, mas descobre que a fúria se dissipa com rapidez, poderá sonhar que investe furiosamente contra o amigo. O sonho recordado devolve para nova atenção uma quantidade de fúria que havia sido reprimida, talvez por razões neuróticas. Também pode ser importante para o indivíduo que sonha perceber que complexo foi constelado (ativado) na situação</em>”. (Hall, p.31, 1985). Em outras palavras, o sonho pode servir como uma mensagem do inconsciente para o ego ampliando sua perspectiva limitada.</p>
<p>Uma outra forma de compensação do mundo onírico são sonhos onde a psique coloca o ego em face de uma necessidade de adaptação mais profunda em relação ao processo de individuação. “<em>Isso em geral ocorre quando o indivíduo se desvia do caminho pessoalmente correto e verdadeiro</em>”. (Hall, p.31, 1985)E uma terceira maneira mais profunda ainda e sutil é quando o sonho serve como uma realidade para lidar e alterar complexos diretamente, uma vez que o ego onírico é uma identidade parcial do ego vígil. Este último caso começa e costuma ocorrer conforme o indivíduo se relaciona com seu mundo onírico através da análise, pois estes sonhos estão relacionados com maior consciência e relação com o mundo criativo.É sempre bom ter em mente que a psique está muitos passos a frente do ego, então o sonho não deve ser tomado como algo corriqueiro e de significado banal. E sim como uma mensagem de “alguém” que tem uma visão muitíssimo mais ampla que a sua. O inconsciente amplia a visão do ego através do sonho, logo o sonho lhe mostra algo que você não está vendo e, sim, é importante.Diria que a grande pergunta para ter em mente é “ <em>O que o inconsciente está querendo me mostrar através deste sonho?</em>” E a partir daí construir a interpretação observando os sentimentos relacionados ao sonho, os símbolos e coisas que lhe chamam atenção. Dentro de um processo de análise junguiano, essa interpretação se expande na imaginação ativa, e se aprofunda nos processos alquímicos e arquetípicos da psique objetiva.</p>
<p>O grande ponto é que “<em>a interpretação de um sonho permite que se preste um pouco de atenção consciente na direção em que o processo de individuação já está se desenrolando, embora inconscientemente. Quando bem-sucedida, tal associação de vontade consciente e dinamismo inconsciente promove e favorece o processo de individuação com mais rapidez do que é possível quando os sonhos ficam por examinar</em>”. (Hall, p.33, 1985)</p>
<p>Gabriel Cop Luciano</p>
<p>Referência Bibliográficas:<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=IKl91t-FFCo&amp;t=139s" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.youtube.com/watch?v=IKl91t-FFCo&amp;t=139s</a><br />
HALL, James. Jung e a interpretação dos sonhos. São Paulo: Cultrix, 1997</p>

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		<title>Aromaterapia: o que é, como funciona e para quem é indicada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Miura]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Feb 2020 14:39:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aromaterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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			<p><strong>O que é aromaterapia?</strong><br />
Ao fazer uma análise semântica do termo, constata-se que aroma é um cheiro agradável, ao passo que terapia refere-se a qualquer tratamento que objetive curar uma indisposição física ou mental.<br />
Aromaterapia é um tratamento fito terapêutico, ou seja, que se utiliza das propriedades medicinais das plantas para promover saúde e bem-estar psicológico, estabelecendo harmonia e equilíbrio nas pessoas e afastando as energias negativas.<br />
É considerada também uma terapia holística, pois segue os princípios gregos do holismo ao abordar o ser humano como um todo integrado, tratando-o tanto fisicamente quanto mentalmente e emocionalmente.</p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div><div class="vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner "><div class="wpb_wrapper"><div class="textcenter theme-button-block-wrap theme-button-wrap clr"><a href="/cursos/aromaterapia/" class="vcex-button theme-button green large align-center block animate-on-hover"><span class="theme-button-inner">Participe de nosso Curso de Aromaterapia! Saiba mais!</span></a></div> </div></div></div></div><div class="vc_row wpb_row vc_row-fluid"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner "><div class="wpb_wrapper">
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			<p><strong>Como funciona a aromaterapia?</strong><br />
Apesar de ser uma técnica alternativa muito aplicada e respeitada atualmente, a aromaterapia já era utilizada desde a antiguidade.<br />
Ela faz uso de óleos vegetais 100% puros e que possuem características voláteis, ou seja, passam facilmente do estado líquido para a forma de vapor. Ao serem inalados, esses vapores são rapidamente absorvidos por nosso sistema nervoso, que processa as informações curativas e envia sinais para todo o corpo, acelerando o processo de recuperação.<br />
Os óleos também podem ser usados paliativamente, sendo aplicados na pele sob a forma de massagem. Neste caso, são absorvidos pela própria derme e atuam diretamente no local desejado.<br />
Existem inúmeros tipos de plantas usadas por aroma terapeutas. Esses profissionais possuem a sensibilidade necessária para perceber as reais necessidades de seus clientes e indicar a eles os óleos vegetais mais eficientes para cada caso.</p>
<p><strong>Dúvidas comuns sobre o que é aromaterapia</strong></p>
<ul>
<li>Quem pode se beneficiar? Pessoas de todas as idades, de bebês e crianças a mulheres grávidas e idosos, sendo uma prática segura, prazerosa, agradável e relaxante.</li>
<li>Para o que é indicada e como pode ser aplicada? É especialmente benéfica para indivíduos que sofrem de estresse, dores musculares, reumatismo, ansiedade e insônia. Pode ser usada na forma de aromatizadores, compressas, massagens e banhos</li>
<li>Pode ser combinada com outros tratamentos? Atua como abordagem complementar à medicina convencional e a diversas terapias holísticas, desde que sejam seguidas algumas diretrizes básicas.</li>
</ul>
<p>Saiba como atuam os <strong><a href="https://www.institutoluz.com.br/terapias/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">terapeutas holísticos do Instituto Luz</a></strong> e conheça alguns dos métodos de atendimento disponibilizados em nosso espaço.</p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div>
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		<title>A Jornada do Herói &#8211; A preparação e seus Arquétipos</title>
		<link>https://www.institutoluz.com.br/artigos/a-jornada-do-heroi-a-preparacao-e-seus-arquetipos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Miura]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2019 00:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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			<p>“Eu”. 8 bilhões de seres humanos no mundo e todos se referem ao mesmo “eu”. Mas o que o meu “eu” realmente difere do seu “eu”? Todos sabemos que somos únicos. Existe um senso profundo, que surge do inconsciente e fica as margens da consciência, que nos fortalece na certeza de que sou singular. Nosso Ego naturalmente cria as fronteiras do limiar entre “eu” e os “outros” e a vida segue. Mas de vez em quando, a Vida bate na nossa porta, e um profundo questionamento surge&#8230;</p>
<p>Quem sou eu&#8230;?</p>
<p>Por trás dessa simples pergunta, há implícito um rompante de energia psíquica querendo experienciar essa singularidade. O que genuinamente há de único em mim perante meus ancestrais e perante o inconsciente coletivo? A busca pela “minha” Verdade então começa. Aquela Verdade mais íntima que afirmará de forma experiencial a “minha” singularidade.</p>
<p>Esse chamamento perante a Jornada acontece com todos. É um padrão arquetípico. E assim como a Jornada, as fases pela qual o herói passa também são forças arquetípicas.</p>
<p>O conforto de estar vivendo uma vida através de uma persona bem adaptada socialmente é balançado por um questionamento profundo. Um choque de realidade. Um tremer da própria base de sustentação da identidade que o Ego está se relacionando. A máscara que uso diariamente quando saio de casa já não mais é adequada. O arquétipo do Inocente. Aquele quem tem uma certa “pureza” perante a Verdade, assim como uma criança. Aquele que vive esperando algo da vida, e que acredita inocentemente em tudo e todos, seja bem ou maldizeres. Aquele que também julga inocentemente e é jogado pelo pêndulo dos opostos, de um extremo ao outro; ou isso é certo ou errado, bom ou mal, justo ou injusto; e não há uma conciliação dos opostos, um caminho do meio. Aquele que sua principal ocupação é esperar, até que a vida o chacoalhe. <em>“A jornada do Inocente, em todas as suas versões, começa com uma espécie de utopia: um ambiente seguro, tranquilo e amoroso. Subitamente, somos arrancados desse ambiente e caímos num mundo onde somos julgados pelas outras pessoas, discriminações injustas são feitas, o conflito e a violência se espalham cada vez mais e as ilusões são destruídas” (Pearson, 1991, p.94).</em> A principal meta do Inocente é permanecer em segurança. Sentir-se seguro é crucial para o Inocente, logo seu principal medo é o abandono. O sentir-se negado, rejeitado e esquecido. Por isso, a vida o chacoalha e o coloca frente a<br />
frente com seu maior medo. Um medo profundo, mas que enfrentá-lo é pré-requisito para chegar ao “pote de ouro no fim do arco-íris”. A sua Verdade.</p>
<p>O segundo arquétipo então se apresenta. O Órfão.<em> “Quando o Órfão é dominante em nossa vida, o mundo parece um lugar sem esperança. Fomos abandonados por quaisquer figuras paternais que pudessem nos resgatar e ficamos num ambiente habitado por apenas dois tipos de pessoas: os fracos, que são vítimas, e os fortes, que ignoram ou maltratam os fracos. A experiência emocional da vida do Órfão é a de uma criança que chora num berço sabendo que ninguém virá ajudá-la. A criança acaba parando de chorar mas a dor e a solidão que tem dentro de si não desaparecem. Às vezes o Órfão se sente um exilado.” (Pearson, 1991, p.105).</em> A vida é sábia, muito sábia. E uma vez que ela nos chacoalha, todos sentimentos reprimidos vêm à tona. Para cruzarmos o limiar de nosso Ego e irmos de encontro às profundezas da Alma, precisamos primeiro nos preparar para essa Jornada. Devemos fortalecer o Ego. O primeiro passo é se deparar com esses sentimentos e senti-los de forma plena. Aceitar e mais, concordar com tais sentimentos que nos causam tanta dor. Somente assim é possível um real fortalecimento do Ego. O Órfão é um estágio muito comum na sociedade. Pessoas adultas manifestam o arquétipo do Órfão muitas vezes na forma de revolta. Revolta contra o mundo, contra o governo, contra o chefe, e contra si mesmo. Existe muita raiva junto da dor do abandono. Um profundo sentimento de injustiça embutido nas entranhas da rejeição. Por isso é de extrema importância se abrir para sentir o que precisa ser sentido, para que haja uma movimentação de energia psíquica que desperte o próximo arquétipo.</p>
<p>O Guerreiro. O arquétipo mais relacionado com o próprio herói. Aquele que toma uma ação de sair em busca de um propósito. Aquele que realmente cruza as fronteiras de um mundo conhecido e vai em busca de uma Verdade maior. <em>“O Guerreiro que existe dentro de cada um de nós pede que tenhamos coragem, força e integridade; que possamos estabelecer metas e perseverar no esforço de atingi-las; e que sejamos capazes de lutar, quando necessário, por nós mesmos e pelos outros. O Guerreiro exige um elevado nível de compromisso com a sua própria integridade.” (Pearson, 1991, p.117)</em>. O Guerreiro dentro de nós desperta quando aceitamos nossa condição humana. Uma vez que entro em contato com sentimentos há muito reprimidos ou ignorados, posso então fazer algo com isso. A integridade é crucial. A integridade de sentir plenamente aquilo que há muito me acompanha mas que reprimo para não sentir dor, e a integridade de olhar de forma realista e com lucidez perante a realidade que está sendo vivida. Será que quero continuar vivendo desta forma? Será que estou pleno ou estou vivendo algo como “está bom mas não está”? E essa é a motivação inicial do Guerreiro. A motivação de fazer diferente.</p>
<p>O quarto e último arquétipo com relação ao desenvolvimento do Ego se apresenta, uma vez que o herói aceita sua Jornada e a inicia aliado ao arquétipo do Guerreiro. O Caridoso. Aquele que inicialmente reconhece sua carência emocional e age de forma altruísta ajudando os outros. É aquele que contém a dádiva da compaixão e através da mesma se conecta com os outros, reconhecendo sua humanidade compartilhada. Reconhece que assim como outros seres humanos, ele também sofre e também precisa de ajuda muitas vezes. E conforme a Jornada se auto-concretiza, o Caridoso dentro de nós aprende a disposição de cuidar de si e dos outros de forma integra. E é doando que se recebe (talvez essa seja a frase que mais motiva o Caridoso). E ele o faz de forma genuína. E assim o herói se conecta com o mundo e seus habitantes e os aliados se apresentam devido sua generosidade. Aliados que lhe serão extremamente importantes na Jornada, pois o limiar do Ego está para ser cruzado e as profundezas da Alma o aguardam.</p>
<p>Gabriel Cop Luciano</p>

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		<title>Compaixão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Miura]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2019 00:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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			<p>Compaixão. Uma palavra tão simplória mas, ao mesmo tempo, de profundidade inimaginável. Paz na ação em todas suas manifestações. Pensamento, fala e ação propriamente dita. A base do Budismo, seja qual linha for. <em>“Foi a força motivadora que fez com que o Buda se levantasse de sua meditação solitária sob a árvore bodhi e que o inspirou a conduzir outros a um estado duradouro de felicidade genuína.” (Wallace, 2005, p.123)</em></p>
<p>Mas afinal, o que é a compaixão?</p>
<p>A compaixão da qual estou me referindo é bem diferente da utilização popular do termo “compaixão”, o qual estamos comumente acostumados a utilizar no Ocidente. Devido à uma grande influência cristã em nosso inconsciente coletivo, costumamos associar, indevidamente, a compaixão ao ato de lastimar. Mas a real compaixão não bem assim. Ao lastimar alguém devido sua situação, naturalmente me coloco superior à essa pessoa. Observo a situação pela qual aquela pessoa está passando, e implicitamente julgo que a mesma não tem recursos o suficiente para superar aquilo, e eu sim. Logo sinto dó/pena, pois acredito que não há saída ou um final feliz para aquela pessoa.</p>
<p>A compaixão a qual me refiro é o reconhecimento do sofrimento humano e a possível conexão através do mesmo. A real compaixão surge quando compreendo que o sofrimento existe, e que isso é um fator de humanidade compartilhada. Assim como qualquer ser senciente, eu também sou vulnerável. E assim como qualquer ser senciente, eu sofro. E por causa de minha vulnerabilidade, seja lá o que for que o outro esteja passando, existe a possiblidade de eu passar também. E assim como qualquer ser, eu também quero ser feliz. A compaixão surge de um reconhecimento de igual para igual, ser humano para ser humano em essência. E a partir dessa Verdade, os seres podem se conectar de forma profunda e genuína.</p>
<p><em>“Em seu livro The Art of Happiness, o Dalai Lama define compaixão como “um estado de mente que é não violento, que não fere e não agride. É uma atitude mental baseada no desejo de que os outros se livrem do seu sofrimento, e está associada a uma sensação de compromisso, responsabilidade e respeito para com o outro”. Ela surge a partir de um sentimento chamado em tibetano de tsewa, para o qual a tradução mais aproximada seria “importar-se com sinceridade” e que o Dalai Lama considera a mais fundamental das emoções humanas.” (Wallace, 2005, p.126)</em></p>
<p>Por fim, deixo um vídeo de uma das maiores vozes de compaixão hoje no mundo, o Dalai Lama.</p>
<p>“Que todos os seres possam ser livres do sofrimento e suas causas”</p>
<p>Gabriel Cop Luciano</p>

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		<title>A Visão limitada do Ego e a Teoria do Caos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Miura]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Dec 2019 00:27:50 +0000</pubDate>
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			<p>Realidade. Toda e qualquer informação que captamos para elaboração do que concebemos por real provém de nossos 5 sentidos (tato, olfato, visão, audição e paladar). E que não são dos mais desenvolvidos por acaso&#8230; Temos plena consciência de que existem animais em nosso planeta que possuem sentidos mais desenvolvidos que os nossos. Animais que enxergam claramente à noite, que sentem cheiros à quilômetros de distância, que têm uma sensibilidade ao tato muito mais refinada, entre outros. Isso é fato. O que concebemos por realidade é meramente o que, em verdade, conseguimos captar de informação externa, e não o total de informação existente “lá fora”. Isso sendo dito, já é o suficiente para entendermos que nossa construção de realidade é limitada.</p>
<p>Além disso, existem duas matrizes sobre as quais estamos inseridos que mudam de forma mais profunda ainda o que chamamos de realidade e a forma como nos relacionamos com a mesma. Tempo e espaço.</p>
<p>Lembro de ter lido em algum lugar sobre como os humanos não enxergam os milagres. E os milagres acontecem naturalmente. O potencial, por exemplo, de uma árvore enorme existir dentro de uma pequenina semente é um milagre. Seria, talvez, mágica se víssemos uma semente se transformar em árvore instantaneamente. E ironicamente, o fator que definiria isto como mágica é a constante tempo; instantaneamente; e não o fator de uma árvore gigante sair de uma pequena semente. O fator espaço faz com que os fenômenos se estendam através do tempo, e por isso não vemos os milagres acontecerem da forma como concebemos o termo milagre. Ignoramos esses dois fatores (tempo espaço), pois estamos inseridos nos mesmos. Logo perdemos lucidez perante a realidade. Temos uma visão limitada perante a causalidade dos fenômenos.</p>
<p>E é exatamente isso que a Teoria do Caos veio para nos mostrar. Talvez você conheça a Teoria do Caos pelo nome mais comum de Efeito Borboleta. Em 1972, quando estudava os padrões meteorológicos, Edward Norton percebeu que havia uma conexão entre eventos aparentemente desconectados. Seria possível, que o bater de asas de uma borboleta no Brasil, um ato tão “insignificante” e pequeno, poderia causar um tornado no Texas? E fora a partir desse questionamento que a Teoria do Caos oficialmente surgiu em 1980. A teoria estuda o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Um pequeno evento nas condições iniciais produz efeitos, de grande escala muitas vezes, que acaba tornando a previsibilidade final praticamente impossível. Mas será que existe uma Ordem sutil, e não disponível à visão do Ego, que organiza tudo?</p>
<p>Sim. Uma pequena ação, influencia o sistema como um todo de forma imprevisível, provando que há uma Ordem por trás de toda a aparente complexidade e dinamismo do Caos. O eixo causa-efeito existe e não falha. Mas, como estamos imersos em um grande e complexo sistema, não conseguimos determinar a causa dos efeitos que vivemos. Sendo um sistema complexo, a causalidade não é única e sim multipla, o que causa uma grande confusão. Um “tudo acontece ao mesmo tempo”. Temos uma visão limitada da extensão de uma ação, e de quando seu efeito se manifestará. Mas uma coisa é certa. O acaso não existe. O grande mestre dos mestres. O 3 vezes Iniciado. Hermes já dizia há muito tempo em seu 6˚ princípio. “<em>Toda a Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei.&#8221;</em></p>
<p>Gabriel Cop Luciano</p>

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